DESENGATE
Em relojoaria, o desengate designa o ângulo, expresso em graus, que percorre a âncora para libertar o dente da roda de escape do plano de repouso da paleta, imediatamente antes de começar o impulso. No ciclo do escape de âncora suíço, o dente da roda, retido em apoio sobre o plano de repouso da paleta (fase de «repouso», que explora o ângulo de queda para assegurar a estabilidade da âncora contra os seus pinos de limitação), deve primeiro recuar muito ligeiramente para se libertar desse apoio antes de poder deslizar sobre o plano de levantamento e transmitir o impulso ao balanço. Este recuo, provocado pela oscilação do balanço através do disco e do espigão de ligação, constitui precisamente o desengate. O seu valor deve ser calculado com a maior precisão: se for demasiado pequeno, compromete a segurança contra o ressalto do dente; se for demasiado grande, reduz desnecessariamente o rendimento energético do escapamento e prolonga o seu curso. O controlo do desengate, do repouso e da queda — as três grandezas angulares fundamentais do escapamento — é da responsabilidade do acabamento e verifica-se ao microscópio durante a regulação.
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