AS FERRAMENTAS MANUAIS
Este capítulo reúne as ferramentas leves manipuladas diretamente pelos profissionais da relojoaria. Geralmente têm um uso específico e são utilizadas em tarefas tão variadas como a manipulação, o fabrico, a decoração ou ainda a limpeza dos componentes.
OS ABRASIVOS
Os abrasivos são úteis para moldar e decorar os componentes, tanto à mão como à máquina. Podem ter como objetivo remover matéria (rodagem, planagem, etc.), melhorar a sua superfície ou decorá-la (acabamento acetinado, jateamento de areia, decorações relojoeiras e, claro, o polimento). Os abrasivos devem sempre ter uma dureza superior à do material a tratar e apresentam-se sob diversas formas (líquidos, pastas, papéis, pedras, mós, tampões, etc.)
O ARCO DE TORNEAR
O arco de tornear é uma ferramenta que permite acionar manualmente um componente ou uma ferramenta em rotação.
A BANCADA DE EQUILÍBRIO DE BALANÇOS
A bancada de equilíbrio de balanços é um instrumento de precisão destinado a controlar e corrigir o equilíbrio estático do balanço de um relógio mecânico.
O RECIPIENTE DE BENZINA
O recipiente de benzina é um recipiente que se encontra regularmente na bancada de trabalho de um relojoeiro. Contém benzina retificada ou outros produtos de desengorduramento ou limpeza.
A SERRA DE RECORTES
É um tipo de serra utilizado artesanalmente para o corte de perfis de componentes, o vazado, ou mesmo a esqueletização de peças do movimento.
OS MORDENTES DE MADEIRA
Fabricados numa madeira dura, os mordentes de madeira são um suporte, um apoio destinado a nele encostar uma ferramenta ou um componente.
AS PINÇAS
As pinças são pinças constituídas por duas lâminas geralmente metálicas. Destinam-se principalmente à manipulação de componentes e podem assumir diferentes formas consoante as especificidades do uso a que se destinam.
O BRUNIDOR
O brunidor é uma ferramenta manual de metal duro ou de pedra (safira ou diamante) com cabo. Permite encruar a superfície de um componente de forma a reduzir a sua rugosidade, melhorar a sua dureza superficial e alterar as suas propriedades mecânicas (coeficiente de atrito, resistência à corrosão).
AS LIMAS DE ESMERIL
As limas de esmeril são varetas de madeira revestidas com papel abrasivo. Tal como as limas, a secção das limas de esmeril (plana, redonda, triangular) depende do perfil do componente a tratar. As limas de esmeril são geralmente utilizadas para suavizar os traços de uma limagem ou de uma usinagem ou para realizar numerosas operações de decoração (acabamento acetinado, traços riscados, etc.).
A ALMOFADA DE ENCAIXAMENTO
A almofada de encaixamento é um acessório de bancada de trabalho destinado a receber e a manter a caixa de relógio durante as operações delicadas de colocação e remoção que se efetuam entre o movimento, o mostrador e a caixa.
O ESCAPÓMETRO
O escapómetro é um aparelho que permite regular com grande precisão a posição das paletas na forquilha da Âncora durante as operações deacabamento.
OS ALARGADORES
Os alargadores são Ferramentas manuais de corte e calibração utilizadas pelo Relojoeiro para acabar, ajustar ou aumentar com precisão um furo feito num componente.
AS ENROLADORAS DE MOLA
A Enroladora de mola é uma ferramenta manual destinada a enrolar, de forma controlada, uma mola plana de grande comprimento. O seu uso mais emblemático na relojoaria é o da mola real.
O TORNO DE BANCADA
É uma ferramenta de fixação que permite manter solidamente, entre as suas duas mandíbulas (ou mordentes), um componente, o suporte de um componente, ou até uma ferramenta. Na relojoaria, o Torno de bancada é geralmente ele próprio fixado solidamente à Bancada de trabalho do Relojoeiro.
A GOMA-LACA
Trata-se de um polímero bioadesivo natural secretado por um percevejo asiático. A goma-laca, podendo ser considerada um termoplástico natural, é dura e sólida à temperatura ambiente, com um ponto de fusão particularmente interessante de 75 °C. A goma-laca é utilizada como cimento ou cola pelos relojoeiros, gravadores e engastadores, e constitui um excelente ligante para o pó abrasivo (pedras de goma-laca).
OS RECIPIENTES DE ÓLEO
Os recipientes de óleo designam um conjunto de ferramentas especializadas destinadas à conservação e à aplicação precisa dos lubrificantes utilizados no movimento.
O COMPASSO DE REDONDEZA
O compasso de redondeza é uma ferramenta que permite controlar o plano (falta de planicidade) e o redondo (falta de redondeza) de um móvel ou de um balanço.
A LÂMPADA A ÁLCOOL (ou a petróleo)
A lâmpada a álcool — por vezes a petróleo — é uma das mais antigas fontes de calor localizado utilizadas pelo relojoeiro.
AS ALAVANCAS PARA PONTEIROS
As alavancas para ponteiros formam uma família de ferramentas especificamente destinadas à remoção dos ponteiros de um relógio.
AS LIMAS
São ferramentas manuais de usinagem que atuam por arranque de material à maneira de uma raspa. A sua forma e o seu grão variam e são escolhidos em função da natureza da operação a realizar e do perfil do componente em questão.
A LIMA DE SAFIRA
As limas de safira encontram os seus usos mais comuns nas operações de roleamento de pivôs, de decoração e de acabamento dos componentes do movimento.
OS MANDRIS MANUAIS
Os mandris manuais designam, na relojoaria, uma família de ferramentas de fixação portáteis destinadas a imobilizar um componente cilíndrico de pequenas dimensões a fim de o apresentar à ferramenta de trabalho.
OS MORDENTES
São acessórios do torno de bancada. Trata-se de placas de metal macio dispostas entre as mandíbulas do torno de bancada e o componente ou o objeto a nele manter, a fim de evitar marcá-lo ou deformá-lo.
AS FERRAMENTAS PARA COLOCAR OS PONTEIROS
As ferramentas para colocar os ponteiros designam os pistões manuais destinados a fixá-los às respetivas sedes.
A FERRAMENTA DE FUROS
A ferramenta de furos apresenta-se sob a forma de uma placa ou de um pequeno bloco, perfurado com uma série de furos de diferentes diâmetros, destinados a receber e a manter verticalmente os componentes providos de um eixo ou de um pivô.
O ABRE-CAIXA DE LÂMINA
O abre-caixa de lâmina ou faca de relojoeiro, designa o mais simples dos instrumentos de abertura das caixas de relógio.
AS AGULHAS DE OLEAÇÃO
As agulhas de oleação são os instrumentos destinados a retirar e depois depositar uma quantidade precisa de lubrificante em cada um dos pontos de lubrificação do movimento.
OS PORTA-PEÇAS
Os porta-peças designam os suportes de bancada destinados a imobilizar um movimento durante as operações de montagem, desmontagem, regulação e serviço.
A BIGORNA PARA PONTEIROS
A bigorna para ponteiros designa a ferramenta de bancada destinada à colocação dos ponteiros numa configuração mais controlada do que a do pistão manual.
A BIGORNA MICROMÉTRICA
A bigorna micrométrica para encaixar pedras designa a ferramenta de bancada destinada à colocação, remoção e regulação em profundidade das pedras de relojoaria, bem como das buchas.
A BIGORNA PARA ABRIR FUNDOS ROSCADOS
A bigorna para abrir fundos roscados é uma ferramenta de bancada destinada à desmontagem e remontagem do fundo roscado de uma caixa de relógio estanque.
A BIGORNA PARA COLOCAR VIDROS
A bigorna para colocar vidros é a ferramenta de bancada destinada à montagem e desmontagem dos vidros na caixa de um relógio.
O SOPRADOR (OU PERA)
Trata-se de um balão de borracha destinado a soprar ar para afastar a poeira.
AS CHAVES DE FENDA
Junto com a lupa e as pinças, as chaves de fenda estão entre os itens indispensáveis do relojoeiro. As chaves de fenda dos relojoeiros distinguem-se pela sua conceção e utilização.
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