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1. Tabela das propriedades principais do rubi
| Propriedade | Valor típico | Observações |
|---|---|---|
| Massa volúmica | ~4,0 g/cm³ | Moderada |
| Módulo de elasticidade (E) | ~350–400 GPa | Muito elevado |
| Resistência à tração | Fraca | Material frágil |
| Dureza (HV) | ~2000 HV | Muito elevada |
| Dureza (Mohs) | 9 | Logo abaixo do diamante |
| Condutividade térmica | ~25–40 W/m·K | Média |
| Condutividade elétrica | Nula | Isolante |
| Coeficiente de dilatação | ~5–8 ×10⁻⁶ /K | Baixo |
| Magnetismo | Não | Amagnético |
| Resistência à corrosão | Excelente | Inerte |
| Usinabilidade | Muito difícil | Abrasivo |
2. Descrição geral
O rubi é uma variedade de coríndon (Al₂O₃), um óxido de alumínio cristalizado, caracterizado por uma dureza muito elevada (9 na escala de Mohs) e uma excelente resistência ao desgaste. Atualmente, a sua presença nos movimentos faz-se exclusivamente sob a forma de rubi sintético, devido à sua pureza, regularidade e disponibilidade. As propriedades dos rubis sintéticos são idênticas às dos rubis naturais, mas são uniformes em cor e não apresentam inclusão (risco de rutura).
Introduzido já no século XVIII nos movimentos relojoeiros, o rubi constitui um elemento essencial dos mancais e dos sistemas de redução do atrito, contribuindo de forma determinante para a precisão e a longevidade dos relógios.
3. Rubis naturais e rubis sintéticos
Rubi natural
Historicamente, os primeiros rubis utilizados na relojoaria eram naturais.
Características:
- Variabilidade das propriedades
- Impurezas naturais
- Disponibilidade limitada
👉 Hoje, o seu uso é exclusivamente reservado às aplicações de joalharia (engaste de mostradores, de caixas, de pulseiras, etc.).
Rubi sintético
O rubi sintético é produzido artificialmente a partir de óxido de alumínio.
Principais métodos:
- Processo Verneuil (fusão à chama)
- Crescimento por puxamento (Czochralski)
Vantagens:
- Pureza elevada
- Propriedades constantes (cor)
- Produção controlada
- Custo controlado
👉 Constitui hoje em dia a norma nas aplicações técnicas (movimento)
4. Fabricação dos rubis relojoeiros
Os rubis destinados à relojoaria são obtidos por:
- Crescimento do cristal sintético
- Corte em placas
- Usinagem de precisão (perfuração, perfilagem)
- Polimento das superfícies funcionais
Estas operações permitem obter:
- furos perfeitamente calibrados
- superfícies extremamente lisas
- geometrias precisas
5. Tipos de rubis relojoeiros
Distinguem-se vários tipos consoante a sua função:
- Rubis perfurados (chumaceiras) → guiamento dos eixos
- Rubis de contra-pivô → manutenção axial
- Rubis de impulso → transmissão de energia (alavancas, cravos de disco, etc.) (cf. órgão de distribuição e órgão regulador)
- Redução de fricção → roletes, etc.
6. Aplicações relojoeiras
O Rubi é utilizado para:
- Mancais dos eixos (rodagens, balanço)
- Sistemas de Escapamento
- Redução de atritos (roletes fixos e rotativos)
Está presente em praticamente todos os movimentos mecânicos e de Quartzo.
7. Vantagens e limitações
Vantagens
- Resistência muito elevada ao desgaste
- Redução significativa do atrito
- Estabilidade ao longo do tempo
- Material amagnético
- Excelente precisão de fabricação
- Durabilidade excecional
Limitações
- Fragilidade (quebradiço)
- Custo superior aos materiais padrão
- Requer uma montagem precisa
- Sensível a choques violentos
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