O BURIL FIXO

Os burís fixos parecem ter surgido durante o século 18. O seu uso ainda é comum na prototipagem, na fabricação de peças únicas ou de pequenas séries e no restauro. Aprecia-se a sua rapidez e simplicidade de utilização, assim como a sua grande precisão. Este tipo de torno destina-se a ser utilizado sobre uma bancada de trabalho. Alguns são fixados num suporte de madeira, outros são apertados num torno de bancada de bancada de trabalho. Na maioria das vezes, o eixo de rotação do buril fixo é horizontal. Contudo, algumas máquinas são por vezes concebidas para trabalhar na vertical. Em todos os casos, o artesão pode facilmente dar-lhe a inclinação mais confortável.

Os principais elementos e o corpo de um buril fixo são geralmente em latão ou em alpaca (metal), os elementos de fixação em aço e os mancais em bronze. Os burís fixos são tornos de acionamento manual dos quais existem dois tipos. Em todos os casos, o artesão aciona o torno por meio de uma pega fixada na periferia do volante de acionamento. O acionamento do torno faz-se então: seja por correia (corda), seja por engrenagens. O componente a usinar é fixado sobre um prato circular por três garras em aço. O prato é acionado pelo volante de acionamento. O buril é solidamente fixado ao carro do torno, o qual é solidário do corpo do buril fixo. Tal como o carro de um torno convencional (tipo 70 e/ou 102), o artesão pode deslocar o carro por meio de parafusos micrométricos graduados nos dois eixos (X & Y).

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